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A história de José (parte 6 de 7): A importância dos sonhos
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Descrição: Recém-libertado da prisão, José assume uma alta posição no governo egípcio e então fica frente a frente com uma surpresa.
Por Aisha Stacey (© 2015 IslamReligion.com)
Publicado em 07 Sep 2015 - Última modificação em 07 Sep 2015
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Categoria: Artigos > Crenças do Islã > Histórias dos Profetas

O profeta Muhammad disse: "Todos os outros profetas foram enviados exclusivamente para suas nações, enquanto que eu fui enviado para toda a humanidade." [1] Deus enviou José, filho de Jacó, para o povo do Egito e o apoiou com habilidades observáveis e que faziam sentido para o povo o qual José havia sido enviado para guiar.  Na época de José, sonhos e suas interpretações eram muito importantes e isso fica claro ao longo da história de José.  O profeta Jacó (pai de José), os companheiros de prisão e o rei do Egito, todos têm sonhos.

Quando o rei ouviu a interpretação de José de seu sonho, ficou atônito e libertou José.  Entretanto, José se recusou a deixar a prisão sem limpar seu nome de qualquer transgressão.  Queria que seu mestre Al Aziz ficasse completamente certo de que ele (José) não havia traído sua confiança.  José respeitosamente exigiu que o rei investigasse o assunto das mulheres que cortaram as mãos.  O rei ficou curioso e chamou a esposa de Al Aziz e suas amigas.

"O rei perguntou (às mulheres): Que foi que se passou quando tentastes seduzir José? Disseram: Valha-nos Deus! Não cometeu delito algum que saibamos. A mulher do governador disse: Agora a verdade se evidenciou. Eu tentei seduzi-lo e ele é, certamente, um dos verazes." (Alcorão 12:51)

Quando sua inocência foi estabelecida, José compareceu perante o rei.  Depois de ouvir as palavras de José o rei ficou ainda mais impressionado e confiou a ele uma posição de alto escalão.  José disse: "Confia-me os armazéns do país que eu serei um bom guardião deles, pois hes conheço a importância." (Alcorão 12:55) Na religião do Islã não é permissível pedir uma posição de autoridade ou falar sobre si mesmo com presunção.  Entretanto, quando José pediu ao rei que o colocasse a cargo dos armazéns, ele fez essas duas coisas.

Os sábios do Islã explicam que quando você é a única pessoa que se adequa àquela posição, é permissível solicitá-la e se for novo na comunidade, é permissível se apresentar.  José sabia as tribulações que o Egito estava prestes a enfrentar e sabia que era capaz de evitar o perigo iminente em um período de fome.  Para José, não pedir essa posição seria irresponsável.  O menino traído e jogado no poço era agora o ministro de finanças do Egito.  Sua paciência e perseverança e, acima de tudo, sua submissão total à vontade de Deus, já tinham resultado em grande recompensa.  José sabia, entretanto, que a maior recompensa pela paciência e retidão estaria na outra vida.

José encontra seus irmãos.

O tempo passou.  Durante sete bons anos José se preparou para a época de fome que viria.  A seca e a fome profetizadas corretamente por José não só afetaram o Egito, mas também as terras ao redor, incluindo o local onde viviam Jacó e seus filhos.  José administrou tão bem as questões do Egito que havia grãos suficientes para alimentar o povo do Egito e os das áreas ao redor.  Como a vida se tornou difícil e o alimento escasso, as pessoas começaram a correr para o Egito para comprar os grãos que José vendia a preço justo.

Entre aqueles em busca de provisões estavam os dez irmãos mais velhos de José.  Quando os irmãos foram levados à presença de José, não o reconheceram. José olhou para os irmãos e seu coração sentiu saudade de seu pai e de seu irmão mais novo, Benjamim. Saudou-os respeitosamente, fez perguntas sobre a família e terra natal e explicou que as rações de grãos seriam distribuídas por cabeça. Portanto, se tivessem trazido o irmão mais novo teriam recebido mais rações.  José esperava encorajá-los a trazer Benjamim. Chegou ao ponto de dizer que sem o irmão mais novo não receberiam provisões.

"Porém, se não mo trouxerdes, não tereis aqui mais provisões nem podereis acercar-vos de mim!" (Alcorão 12:60)

Quando retornaram ao pai, o profeta Jacó, explicaram a ele que não receberiam mais grãos a menos que viajassem com o irmão mais novo.  Benjamim tinha se tornado próximo de seu pai, especialmente depois do desaparecimento de José.  Lembrando-se de sua perda anterior, Jacó não queria se afastar de seu jovem filho.  Mais uma vez os irmãos prometeram proteger o irmão mais novo e, mais uma vez, Jacó sentiu seu coração apertado de medo.  Os irmãos então constataram que o dinheiro que tinham pago pelos grãos tinha sido devolvido a eles secretamente.

Jacó tinha confiança completa em Deus e deu permissão para levarem Benjamim, mas somente após jurarem protegê-lo, em nome de Deus.  Embora o profeta Jacó fosse particularmente próximo de seus filhos José e Benjamim, amava profundamente a todos os seus filhos.  Eram homens fortes, bonitos e capazes e Jacó temia que algum mal poderia lhes acontecer em outra viagem ao Egito.  Para minimizar os riscos, fez os filhos prometerem que entrariam na cidade por portões diferentes.  Jacó lhes disse:

"Ó filhos meus, não entreis (na cidade) por uma só porta; outrossim, entrai por portas distintas; porém, sabei que nada poderei fazer por vós contra os desígnios de Deus, porque o juízo é só d’Ele. A Ele me encomendo, e que a Ele se encomendem os que (n’Ele) confiam." (Alcorão 12:67)

Os irmãos retornaram ao Egito, entraram por portões diferentes e foram até José para as provisões prometidas.  Durante esse encontro José levou Benjamim para um canto e revelou que era seu irmão perdido há muito tempo.  Os dois se abraçaram e seus corações se encheram de alegria.  José, entretanto, pediu a Benjamim para manter o encontro em segredo por um tempo.  Depois de prover os irmãos com as rações de grãos, José fez com que uma tigela de ouro fosse colocada na bolsa de Benjamim e, de acordo com a combinação de José, alguém gritou: "Ó caravaneiros, sois uns ladrões!" (Alcorão 12:70)

Os irmãos ficaram atônitos porque não eram ladrões.  Perguntaram sobre o objeto roubado e ficaram espantados em ouvir que era uma tigela de ouro pertencente ao rei.  Quem a devolvesse seria recompensado com uma carga de camelo em grãos.  Os irmãos de José alegaram não ter conhecimento desse roubo.  Afirmaram que não eram ladrões e não tinham vindo ao Egito criar confusão.  Um dos homens de José perguntou: "Qual é sua punição para aquele que rouba?" Os irmãos responderam que sob a lei do profeta Jacó, aquele que rouba é tomado como escravo.  José não queria seu irmão punido sob as leis do Egito, mas queria a oportunidade de manter seu irmão com ele enquanto os outros retornavam ao pai Jacó.  As bolsas foram revistadas e a tigela de ouro encontrada entre os pertences de Benjamim.

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