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Unitarianismo (parte 1 de 2)
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Introdução

Como outros ramos do Cristianismo, o Unitarianismo não é exceção para uma grande diversidade de crenças, adoração e uma história complexa. Nos EUA, historicamente o Unitarianismo tem sido relacionado de maneira muito próxima com o Universalismo e conhecido com Universalismo Unitário ou UU, abreviado. O Universalismo, fundado por um inglês chamado John Murray, é uma crença de que o amor de Deus redimirá todas as pessoas do pecado. Em palavras simples, todos serão salvos. Alguns consideram o UU parte do Cristianismo liberal, outros não. O UU atualmente está presente em vinte e nove países.

Desenvolvimento histórico inicial

Os unitários remontam a 325 EC e o Concílio de Niceia, no qual a igreja votou que Deus e Jesus tinham uma relação de pai e filho. Os unitários primitivos afirmavam ter a fé original, pré-Niceia, que foi condenada como heresia. Ário (256-336 EC), um padre de Alexandria, afirmou que Jesus não era Deus. Suas ideias foram rejeitadas no Concílio de Niceia em 325 EC. O "universalismo" também foi condenado como heresia dois séculos depois em 553 EC, em Constantinopla, no Quinto Concílio Ecumênico.

Historicamente o Unitarianismo teve uma presença global e os universalistas existem somente na América do Norte. O Unitarianismo tem uma história longa remontando ao movimento humanista italiano do século 15, que criou igrejas unitárias na Polônia, Grã-Bretanha e colônias britânicas.

Influência do Islã e tolerância dos muçulmanos

Miguel Servet (1511-1553 EC) da Espanha reviveu a ideia de que a trindade não era baseada na Bíblia. Foi influenciado pelos muçulmanos que viviam na Península Ibérica na época. Na realidade usou o Alcorão, o texto sagrado muçulmano, para atacar a trindade em seu livro "The Restoration of Christianity" (A Restauração do Cristianismo, em tradução livre) [1] e negou o conceito de pecado original. No fim foi queimado na estaca, em 1553 EC. É considerado um dos fundadores do Cristianismo liberal. Os unitários/antitrinitários se espalharam junto às fronteiras da Cristandade com o império muçulmano Otomano, já que seu povo era forçado a lidar com outros pontos de vista, tornando os cristãos dessas áreas mais tolerantes[2]. E "por causa das interações interculturais com o Islã, um tipo de Cristianismo pode emergir cujo profeta não era divino, mas mais como Mohammed." [3]

Os muçulmanos mostraram tolerância em relação aos unitários. Solimão I, do império muçulmano Otomano, deu apoio à monarquia de João Sigismundo, o único rei unitário na história. Solimão enviou um emissário para testemunhar a rainha Isabella amamentando o jovem príncipe, depois de saber de seu nascimento em 1540. Então, no ano seguinte o sultão enviou tropas para resgatar o exército de Isabella em Buda, que estava prestes a ser derrotado por Ferdinando do império de Hasburgo. A historiadora Susan Ritchie argumenta que há uma influência direta da tolerância islâmica sobre o Édito de Torda, que foi a "primeira articulação moderna do princípio de tolerância religiosa pelos europeus, a nível de norma de estado." [4]

Unitarianismo e fé Bahai

De algumas formas, o UU é para o Cristianismo o que a fé Bahai é para o Islã. Ambos se originaram de uma religião principal da qual tomaram emprestado alguns elementos e também tomaram emprestado fortemente de outras religiões e filosofias. Nenhuma delas tem uma escritura ou credo[5] como referência. Ambas são uma combinação de humanismo, religião e outras filosofias com um número bem pequeno de seguidores.

O Unitarianismo moderno é cristão?

O UU é cristão? A resposta depende do local e do indivíduo. Próximo da Romênia, é. Na Grã-Bretanha e Irlanda, geralmente é cristão. Nos EUA e Canadá, não é. Nos EUA, a fé não exige crença no Cristianismo para salvação e promove que outras religiões são válidas. Existem membros que acreditam em Deus e membros que não.

Unitarianismo & Cristianismo comparados

O Unitarianismo é considerado uma religião ética, não uma religião baseada em um credo. O UU é baseado na ética cristã, mas, ao mesmo tempo, não é tradicionalmente cristão. O Cristianismo predominante acredita que a morte de Jesus revelou Deus para a humanidade e a ressurreição de Jesus é o pilar de seu credo, enquanto que o UU não exige uma crença no sobrenatural. Os unitários negam a trindade com não razoável e não bíblica. Os unitários não aderem ao padrão cristão de aceitar Jesus Cristo como Senhor e Salvador. São contra o batismo de crianças. É por isso que é possível ser unitário budista ou hindu.

O UU carece de uma estrutura visível. Não existem orações ou rituais específicos. Muitos não usam a Bíblia de forma alguma, alguns têm serviços irregulares baseados na Bíblia. A meditação budista e a ioga são ativamente encorajadas. A fé é mostrada por meio de trabalho social.

A prática unitária britânica difere da americana. Nos EUA existem algumas congregações que usam livros de orações e outras que nem ao menos dizem a palavra "oração".



Notas de rodapé:

[1] Peter Hughes, "Servetus and the Qur’an," The Journal of Unitarian Universalist History, Volume xxx

(2005), p. 61.

[2] Diarmaid MacCulloch, The Reformation: A History (Nova Iorque: Viking Penguin, 2003), p. 255.

[3] ‘Introduction to the Unitarian and Universalist Traditions’ de Andrea Greenwood & Mark Harris, p. 21

[4] Susan Ritchie, "The Pasha of Buda and the Edict of Torda: Transylvanian Unitarian/Islamic Ottoman

Cultural Enmeshment and the Development of Religious Tolerance," Journal of Unitarian Universalist

History, Volume xxx (2005), p. 37.

[5] ‘Introduction to the Unitarian and Universalist Traditions’ de Andrea Greenwood & Mark Harris, p. 3

 

http://www.islamreligion.com/pt/articles/10793/unitarianismo-parte-1-de-2/

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